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| Publicações

Nesta seção, estão reunidos artigos, entrevistas, vídeos, livros, participações na mídia e trabalhos acadêmicos, que expressam a trajetória clínica, teórica e institucional de Luciana Wickert ao longo dos anos.

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Os materiais abordam questões contemporâneas relacionadas à Psicanálise, às infâncias e adolescências, às violências, aos vínculos, à educação, ao trabalho e aos processos de subjetivação, articulando clínica, sociedade e instituições.
 

Criando espaços para discussão sobre sexualidade, intimidade e consentimento em escolas de ensino médio: implementação de programas de educação sexual

Capítulo do livro Tecendo redes, conexões e práticas em psicologia escolar. Porto Alegre: Editora Zagodoni, 2026.

 

O artigo “Criando espaços para discussão sobre sexualidade, intimidade e consentimento: implementação de programas de educação sexual em escolas de ensino médio” aborda a construção de uma intervenção em Psicologia Escolar voltada à implementação de programas de educação sexual por meio da criação de espaços de diálogo e reflexão sobre sexualidade, afetos, intimidade, consentimento e alfabetização afetiva em escolas de ensino médio.

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Quando a exposição da infância vira produto digital: gestos espontâneos em perigo

Trabalho apresentado no XXXII Encuentro Latinoamericano sobre el Pensamiento de Donald Winnicott – Trauma, Sociedad y Perversión, Santiago do Chile, 15/11/2024.

 

Quais os efeitos de ter a vida exposta ao mundo, de ter cada sorriso, cada choro, cada gesto suscetível a milhares de cliques? Quando a infância é precocemente transformada em produto digital, entram em jogo lógicas de trabalho e resultado — e crianças não devem trabalhar. Embora existam legislações que garantem o tempo do brincar, o que acontece quando esse tempo é capturado pelas dinâmicas do uso da imagem dentro dos próprios lares?

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Das falhas dos cuidados parentais que criam dor à criação de novos arranjos existenciais: a importância do espaço analítico suficientemente bom

Artigo publicado em parceria com a psicóloga Bárbara Zwetsch, na Revista Rabisco, nº 13, 2024.

 

Este artigo resulta das formulações clínicas das autoras, a partir da escuta recorrente de analisandos que relatam vivências marcadas pela sensação de falhas nos cuidados parentais. A discussão articula os conceitos de falha básica, adaptação à criança, parentalidade suficientemente boa, regressão à dependência e elasticidade da técnica, desenvolvidos por Sándor Ferenczi, Michael Balint, Donald Winnicott e psicanalistas contemporâneos.

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A elasticidade da técnica na escuta de analisandos que estão em relações abusivas

Trabalho apresentado na Conferência Internacional Sándor Ferenczi, São Paulo, 30/05/2024.

 

Os tempos de apaixonamento e encantamento muitas vezes permanecem enquanto a violência opera uma anestesia afetiva e perceptiva, necessária à sobrevivência psíquica. A autora retoma o conceito de teia traumática — a mesma teia que sustenta, também enreda — para pensar como o colapso perceptivo compromete o senso de si e exige elasticidade técnica na clínica.

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Violência sexual na infância e na adolescência: estratégias interdisciplinares

Vídeo da atividade Ponto de Vista, promovida pela Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul – Núcleo Torres, maio de 2022.

 

Participação ao lado do promotor Vinícius Mello, abordando a importância da valorização da palavra da vítima nos processos de denúncia da violência sexual. O debate enfatiza a necessidade de formação continuada dos operadores do Direito, profissionais que atuam com crianças e adolescentes e da sociedade civil.

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Da solidão dos gritos silenciados à construção de si

Artigo publicado na Revista Rabisco, vol. 11, nº 1, dezembro de 2021.

 

O texto aborda as especificidades da construção do setting analítico com adultos que vivenciaram violência sexual intrafamiliar na infância e adolescência. A autora destaca os efeitos traumáticos da solidão diante de situações não interditadas nem denunciadas, bem como a importância da constância, fidedignidade e delicadeza clínica para a construção de um vínculo de confiança e de um espaço potencial criativo.

 

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Quando o assunto é namoro infantil

Artigo publicado no Caderno Vida, Jornal Zero Hora, 12/06/2021. Matéria: Como falar com as crianças sobre o amor e a morte?

 

Ao problematizar o slogan “criança não namora”, o texto propõe uma reflexão sobre como escutar as manifestações afetivas das crianças sem reforçar a sexualização precoce, mas também sem silenciar aquilo que emerge de forma viva e sincera no cotidiano infantil.

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Coronavírus onipresente, mais sonhos e menos privacidade: o que mudou com as sessões de psicanálise na pandemia

Colaboração em matéria do Jornal Zero Hora, 27/04/2020.

 

Reflexões sobre os efeitos subjetivos da pandemia na clínica psicanalítica, a migração para o atendimento online e a presença constante das angústias sociais — desemprego, medo, insegurança — no espaço analítico.​​

Educar crianças para autoproteção é chave para percepção de riscos de abuso sexual

Colaboração em matéria do Jornal Zero Hora, 27/09/2017.

 

A psicanalista destaca a confusão recorrente entre respeito e obediência nos modelos educativos, enfatizando a importância de valorizar os limites expressos pelas crianças como estratégia fundamental de prevenção ao abuso sexual.

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Dicas para proteger as crianças de abuso sexual

Colaboração em matéria do Jornal Zero Hora, 26/09/2017.


O texto reforça a importância de ensinar às crianças que são donas de seus corpos e de respeitar seus limites, inclusive em situações cotidianas de contato físico.​

Uso de artefatos eletrônicos por crianças e adolescentes

Vídeo gravado para o Instituto Proteger, 2017.

 

Discussão sobre acompanhamento parental, limites, riscos e potencialidades do uso de tecnologias digitais por crianças e adolescentes.

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Limites: o que são? Como são constituídos?

Vídeo gravado para o Instituto Proteger, 2017.

 

“Não somos feitos somente de negativas, mas também de aposta e confiança do outro.” — Luciana Wickert​​​

Baleia Azul: cuidados necessários

Entrevista para a Rede Band TV, 2017.

 

Reflexões sobre os desafios contemporâneos no cuidado de crianças e adolescentes diante de práticas de risco e jogos que flertam com a morte.

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Por que é tão difícil cuidar de um adolescente?

Artigo publicado no Caderno Doc, Jornal Zero Hora, 02/06/2017.

 

O texto aborda como a adolescência dos filhos confronta os pais com suas próprias fragilidades, impasses e memórias, exigindo reposicionamentos subjetivos.

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Choking game: por que um adolescente flerta com a morte

Artigo publicado no Caderno Doc, Jornal Zero Hora, 21/10/2016.

 

Discussão sobre o teste de limites na adolescência como parte do processo de constituição de si, marcado por transformações corporais, psíquicas e existenciais.

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O papel da escola no combate à violência

Colaboração na Revista do SINEPE/RS, 2012.

 

Reflexão sobre o papel das escolas como espaços de mediação simbólica, autoridade e construção de saídas criativas diante da violência.

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Estudo sugere necessidade de um profissional dedicado à relação família/escola

Colaboração na Revista do SINEPE/RS, agosto de 2012.

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​Discussão sobre a importância de uma atuação intersubjetiva e coletiva na construção do conhecimento e no fortalecimento dos vínculos entre família e escola.

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A escrita da clínica psicanalítica

Trabalho apresentado na Jornada do Centro de Estudos Psicanalíticos de Porto Alegre (2005) e na Jornada Acadêmica da PUCRS.

 

O texto aborda os aspectos históricos e constitutivos da psicanálise a partir do exercício da escrita da transferência.

 

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Desemprego e juventude: jovens em busca do primeiro emprego

Artigo derivado da dissertação de mestrado em Psicologia Social e Institucional/UFRGS, 2002.

 

Análise dos impactos subjetivos do desemprego estrutural nos jovens, abordando modos de subjetivação e o aplacamento da vontade de potência.

 

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O adoecer psíquico do desempregado

Artigo premiado com o 2º lugar no Prêmio Monográfico Mira y López, CFP, 1998.

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Discussão sobre os efeitos do desemprego estrutural na saúde mental dos trabalhadores e as implicações para as práticas em saúde pública.

 

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Loucura e direito à alteridade

Artigo premiado com o 1º lugar no Prêmio Monográfico Madre Cristina Sodré Dória, CFP, 1997.

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Análise histórica dos processos de exclusão e estigmatização dos sujeitos considerados loucos, defendendo a singularidade como eixo ético do cuidado.

 

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Livro: João Pedro Carpinteiro

O livro João Pedro Carpinteiro se materializou a partir do edital do concurso Literatura para Todos, promovido pelo Ministério da Educação. O concurso funcionou como um estopim para algo que já se gestava na autora há algum tempo: o desejo de escrever literatura.

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Embora João Pedro Carpinteiro não tenha sido selecionado pelo concurso, o livro abriu novas portas — profissionais e, sobretudo, de escolha de vida — confirmando a escrita como um campo possível e necessário da trajetória de Luciana Wickert.

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Artigo no livro Intersexo: E se não tiver o que escolher?

Intersexo é uma obra que propõe uma reflexão ética e interdisciplinar sobre o binarismo de gênero e a experiência de pessoas intersexo. O livro reúne artigos de diferentes autores e áreas do conhecimento. Ao longo dos textos, evidencia-se que nem sempre as normas sociais e institucionais correspondem aos desejos, tempos e necessidades das pessoas intersexo, convocando o leitor a pensar sobre cuidado, escolhas, escuta e responsabilidade.

 

A obra conta com nota explicativa de Drauzio Varella e apresenta, em anexo, a Resolução CFM nº 1664/2003, ampliando o debate clínico e institucional.

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Coordenação: Maria Berenice Dias

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